domingo 23 Abr. 2017
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Castas Brancas




A casta Síria é a mais plantada na Beira Interior. Evidencia uma distribuição geográfica peculiar, permanecendo no interior do país, alongando-se numa faixa estreita que corre de Norte a Sul, sempre junto à raia espanhola. É uma casta produtiva, de cachos e bagos pequenos, entusiasmante nos aromas primários, oferecendo muita laranja, limão e toranja sugestões de pêssego, melão, loureiro e flores silvestres. As terras altas e frescas da Beira Interior são-lhe mais favoráveis que o calor do Ribatejo e Alentejo,conferindo-lhe uma frescura e exuberância aromática ímpar.

É a terceira casta mais representativa dos encepamentos tradicionais da Beira Interior, a seguir à Síria e à Fonte Cal. É uma casta versátil, presente na maioria das regiões vitícolas portuguesas, sendo reconhecida pelo nome Pedernã na região dos Vinhos Verdes. Proporciona vinhos vibrantes e de acidez viva, refrescantes e com forte pendência mineral, e elevado potencial de guarda. A acidez firme será o principal cartão-de-visita da casta Arinto, garantindo-lhe a adjectivação de casta "melhorante" em muitas regiões portuguesas. . Apresenta cachos de tamanho médio, compactos e com bagos pequenos. É uma casta relativamente discreta, sem aspirações particulares de exuberância, privilegiando os apontamentos de maçã verde, lima e limão. É frequentemente utilizada na produção de vinhos de lote e também de vinho espumante.



A casta Fonte Cal é uma casta que só existe actualmente na Beira Interior, nos encepamento mais antigos sobretudo nas sub-regiões de Pinhel e Castelo Rodrigo, onde as suas qualidades se evidenciam de forma mais explícita. É uma casta medianamente produtiva, de maturação tardia e grande vigor vegetativo, apresentando cachos médios e muito compactos, com bagos verde-amarelados, proporcionando vinhos de graduações alcoólicas elevadas. Nos raros vinhos estremes produzidos a partir da casta, dominam os aromas florais e frutados, permitindo a composição de vinhos estruturados e densos, a que, tem no entanto, algum défice de acidez. Por isso, a casta Fonte Cal é utilizada maioritariamente como casta de lote, em conjunto com a Síria e o Arinto.





Uma das castas Brancas mais plantadas na Beira Interior, e uma das castas brancas mais plantadas em Portugal, ocupando uma mancha regular que se estende por todo o país.. A produtividade elevada, bem como a versatilidade, precocidade e riqueza em compostos aromáticos, ajudam a explicar a popularidade. Por ser uma casta muito plástica é utilizada igualmente em estreme e lote, aceitando ainda a espumantização e a vindima em colheita tardia, para a obtenção de vinhos doces. Por regra, os vinhos de Fernão Pires devem ser bebidos jovens. Sensível às geadas, prefere os solos férteis, de clima temperado ou quente. Os descritores aromáticos que lhe estão associados alternam entre a lima, limão, ervas aromáticas, rosa, tangerina e laranjeira.





A Malvasia Fina está presente no interior norte de Portugal, sobretudo no Douro, Dão e Beira Interior, comparecendo igualmente na sub-região de Távora-Varosa e Lisboa. É particularmente sensível ao oídio e moderadamente à podridão, míldio e desavinho, proporcionando rendimentos extremamente variáveis e inconsistentes. Os vinhos anunciam, por regra, sintomas melados, no nariz e boca, vagas notas de cera e noz-moscada, aliados a sensações fumadas, mesmo quando o vinho não sofre qualquer estágio em madeira. Os vinhos de Malvasia Fina são tradicionalmente discretos, pouco intensos, razoavelmente frescos e medianamente complexos. É uma casta de lote, na Beira Interior é usada como base para espumantes e vinhos Frisantes .

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