quinta 23 Nov. 2017
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Seja bem-vindo à Rota Turística da C.V.R.B.I. e descubra os inesquecíveis lugares que a Beira Interior lhe dará a conhecer.    
A Beira Interior não lhe negará a diversidade das suas sub-regiões com os contrastes da serra, aldeias «históricas», lugares arqueológicos, castelos e, por toda a parte, monumentos, igrejas, solares, festas, bem como a marca dos diversos povos que por ali passaram.

Castelo Mendo

A cerca de 15 km da fronteira de Vilar Formoso, Castelo Mendo situa-se no topo de um afloramento granítico e é rodeado, a leste e sul, pelo rio Côa. D. Sancho I encontrou a povoação arruinada e despovoada, fruto das lutas entre cristãos e mouros. Mandou reedificar o castelo, mais tarde reforçado por ordem de D. Dinis. Terá sido este rei quem nomeou alcaide da praça o fidalgo Mendo, donde o nome actual do aglomerado.

A aldeia está integralmente cercada por uma muralha, fazendo-se a entrada principal por uma porta virada a norte, flanqueada por duas torres. De cada lado da porta, dois «berrões», estátuas da Idade do Ferro, semelhantes à famosa Porca de Murça. Apresentavam-se com as cabeças cortadas, porque – dizem os locais – assustavam o gado que passava pela arcada.

Entrando na aldeia encontra-se, à esquerda, a Igreja de S. Vicente. Um pouco à frente, mas do lado contrário, a Igreja de S. Pedro. Continuando a subir-se na direcção do último reduto do castelo, surge o largo onde se situam a fonte e o pelourinho. Ao lado, o Tribunal, edifício da época filipina que funcionou também como Câmara e prisão, em cuja parede se encontra aplicada a cabeça dita do Mendo. Numa casa vizinha, escultura semelhante representa a mulher do alcaide, a Menda. Rumo ao último reduto do castelo, encontra as ruínas da igreja românica de Santa Maria do Castelo.

Castelo Novo

Situa-se sensivelmente a meio caminho entre Castelo Branco e o Fundão, na encosta oriental da serra da Gardunha (650m). É uma localidade bem conservada do ponto de vista da arquitectura e cuja estrutura urbana se pode facilmente apreciar subindo ao ponto mais alto, o terreiro, onde se situam a Igreja Matriz e a torre de menagem do antigo castelo, transformada em torre sineira.

O traçado da aldeia é concêntrico, com sucessivas ruas traçadas segundo as curvas de nível, ligadas por escadinhas ou calçadas em granito. Antigos solares ombreiam com casas populares em pedra com varandas em madeira. É esta harmonia que faz o encanto de Castelo Novo. Aqui, parta à descoberta da Igreja Matriz , a Casa da Câmara (séc. XV) em cuja frontaria existe um chafariz de três bicas com as armas de D. João V, o pelourinho manuelino, a Igreja da Misericórdia (séc. XVII), o Solar dos Gamboas, a Casa dos Viscondes de Trancoso, a Casa Correia Sampaio e o Chafariz da Bica (séc. XVIII), também com as armas de D. João V.

Já à saída da aldeia, encontra-se numa pequena elevação o Cabeço da forca, local onde eram executados os condenados e onde ainda são visíveis os entalhes dos barrotes e caveiras esculpidas no chão rochoso. Já fora da aldeia, a Capela de S. Brás, ostentando vários símbolos templários.

À serra da Gardunha e a Castelo Novo estão associados mitos e lendas, ou não tivesse esta terra sido domínio da Ordem dos Templários. Esta zona terá sido habitada desde a Idade da Pedra, tendo sido encontrados vestígios referentes às Idades do Bronze e do Ferro, bem como sinais da presença romana.

Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo conserva ainda o plano medieval de praça circular com cintura de muralhas, as quais teriam sido, inicialmente construídas pelos romanos, quando ali teriam edificado um grande forte.

O nome Castelo Rodrigo provém do conde Rodrigo Gonçalves Girão que repovoou esta região ainda antes da nacionalidade e passou a fazer parte do território nacional a partir do Tratado de Alcanizes , desempenhando um papel preponderante de defesa do território.

Com a inclusão do território de Riba - Côa na Nação Portuguesa pelo Tratado de Alcanizes, de 12 de Setembro de 1297, cabe a D. Dinis a vez de proceder à restauração dos castelos da região. Mandou reedificar e repovoar a vila de Castelo Rodrigo e erigir um forte Castelo com altaneira torre de menagem de forma quadrangular com seis janelas sacadas e uma poderosa cinta de muralhas apoiadas em torreões semi-circulares, para defesa da povoação. Ao longo dos séculos, diversas vicissitudes militares por que terá passado esta vila condicionaram o seu despovoamento e a sua sistemática ruína.

É um edifício grandioso e imponente que está situado no coração do Castelo. Perto do local da entrada poente encontra-se, ainda hoje e com relativa utilidade, um poço-cisterna construído em cantaria com a profundidade de 13m., onde a água nunca acaba e terá sido outrora um valioso ponto de apoio à resistência e defesa da fortaleza quando cercada.

O acesso ao fundo é feito através de uma escadaria em granito que acusa o desgaste provocado pelos milhares de utentes que os séculos por ali viram passar. Tem duas portas, uma de estilo árabe com arco em forma de ferradura e outra de estilo gótico. Dentro da área das muralhas existe a igreja matriz que terá sido construída por uma confraria de frades hospitaleiros que se estabeleceram em Portugal em 1192. Propunha-se esta congregação ajudar os peregrinos que se dirigiam para Santiago de Compostela ou para Roma.

É de estilo românico primitivo e encontra-se muito alterada pelas reparações que sofreu no século XVIII. Como símbolo de justiça de tempos remotos, existe ainda um pelourinho de estilo manuelino - século XVI - que, por sorte, escapou à destruição que o povo levou a efeito no decurso do século XIX.

Idanha-a-Velha

Esta aldeia beirã foi uma importante cidade romana que foi também sede de bispado ainda no tempo de D. Sancho I. A um olhar mais atento não escapam os vestígios desse passado monumental, materializados numa catedral visigótica e em torres, muralhas e numa ponte, sucessivamente refeitos por romanos, árabes e cristãos.

Não se encontraram, até ao presente, vestígios arqueológicos que sugiram a ocupação romana. Desta época detectaram-se restos de um fórum, de umas termas e de uma habitação nobre. Com o declínio do império, uma muralha foi construída para proteger área mais restrita, reaproveitando pedras de outras construções.
Suevos e visigodos estabeleceram-se aqui, tendo sido instituída no séc. V a diocese de Egitânia. Dessa época data o baptistério situado junto à porta sul da catedral.

Em 713 os árabes conquistaram a cidade e fizeram dela um importante centro, devendo ser dessa época a porta norte da muralha, bem como os torreões circulares que lhe estão adossados. A reconquista definitiva deu-se no reinado de D. Sancho I que lhe concedeu foral e encorajou o repovoamento. Contudo, um golpe decisivo no futuro de Idanha seria dado pela transferência do episcopado para a Guarda, em 1193, por decreto do Papa Inocêncio III. Doada aos templários por D. Sancho II, em 1244, estes deixaram marca bem visível, como é o caso da torre no extremo sul da aldeia que assenta no podium do fórum romano.

Pode começar-se o percurso da visita junto à Porta Norte. Virando á esquerda, segue-se até um largo com o pelourinho manuelino e uma casa com a cruz da Ordem de Cristo.

Segue-se para a catedral que alberga um importante conjunto de lápides, algumas do séc. I. Na parte inferior das paredes, repare-se nos silhares graníticos do período visigótico. A porta sul foi feita com materiais reaproveitados de edifícios romanos, sendo visíveis restos de uma inscrição dedicada à Deusa Juno. Na fachada poente, o portal manuelino corresponde á última intervenção no templo. Cá fora, uma pequena construção anexa corresponde ao baptistério visigótico. A catedral e as ruínas que a rodeiam estão classificados IIP.

A caminho da sede do concelho, veja-se ainda o santuário da Senhora do Almortão.

Marialva

Situada no topo de um cabeço rochoso, Marialva é a mais fascinante cidadela medieval portuguesa. As origens de Marialva parecem ser anteriores à colonização romana. Quando D. Afonso Henriques subiu ao trono a localidade encontrava-se deserta, após décadas de escaramuças de fronteira entre cristãos e mouros. O rei concedeu-lhe foral em 1179.

Percorrendo a cidadela, pode encontrar-se a Torre de Menagem, último reduto defensivo e um vasto largo onde se situam o pelourinho e uma das entradas para a cisterna. Á volta, as ruínas do edifício onde funcionaram a Câmara, o Tribunal e a Cadeia, com um campanário e as armas reais. Lado a lado, dois templos são as únicas edificações ainda intactas: a Igreja de S. Tiago e a Capela do Senhor dos Passos. No interior da Igreja, o púlpito pintado e o altar em talha de madeira tem a curiosidade de as figuras terem sido esculpidas de raiz nos troncos de castanho e não aplicadas posteriormente.

É relativamente simples percorrer todo o perímetro da muralha, o que proporciona ao visitante sucessivos pontos de vista. Para leste, a serra da Marofa, coroada pelas antenas e pelo Cristo-Rei. Olhando para sul, num dia claro poderá avistar-se a serra da Estrela.

Sortelha

É uma verdadeira aldeia de granito: deste material são as casas, as muralhas do castelo e o pavimento das ruas. Situa-se a 12 km da sede do concelho, o Sabugal, e a 38 km da Covilhã.
D. Sancho I mandou aqui erguer um castelo, em 1187, tirando partido, para efeitos de observação e defesa, do alto cabeço que domina os campos em redor (760 metros).

Ao subir do Arrabalde para a vila intramuros pela estrada que substituiu a calçada medieval e, mesmo à entrada da muralha, repare-se, à esquerda, numa curiosa formação geológica constituída por dois penedos que se tocam nos topos, conhecida como Pedra do Beijo.
Repare-se como se organizava a defesa de Sortelha. Primeiro, uma muralha, protegendo o burgo medieval e, no interior desta, à esquerda da porta principal, aproveitando um afloramento granítico, o último reduto com a Torre de Menagem.
Mal se passa a porta na muralha, encontra-se um terreiro, o Largo do Curro.

Seguindo sensivelmente em frente pela Rua da Fonte e irá ter ao Largo do Pelourinho, construção quinhentista dominada pela torre de menagem. Na parede do último reduto do castelo, as armas de D. Manuel I que concedeu novo foral a Sortelha, em 1510.

Por este largo se faz o acesso ao castelo propriamente dito, erguido sobre penedos graníticos. Defendendo a porta, um balcão com mata-cães a que o povo chama Varanda de Pilatos. No interior deste último reduto, a cisterna, a torre de menagem e um outro postigo.
Junto ao lado norte da Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora das Neves, encontra-se, na Rua das Lages, um conjunto de sepulturas medievais escavadas na rocha. Aparentemente fruto da implantação num terreno desnivelado, a fachada norte do templo está torta.
O perímetro amuralhado possui uma outra porta, virada a poente e por onde se sai para a antiga Igreja da Misericórdia.
Se, à saída da porta poente, olhar para a direita, ver-se-á outro penedo de forma invulgar, conhecido como Cabeça da Velha.
Se seguir-se para a sede do concelho, a vila do Sabugal, poder-se-á visitar o seu interessante castelo medieval.

 

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