quinta 23 Nov. 2017
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Rio Côa

Até 1297,o rio Côa fazia fronteira entre Portugal e Castela. É um dos poucos grandes rios a correr de sul para norte, nascendo próximo do Sabugal e indo desaguar no Douro, junto ao Pocinho. As chamadas terras de Riba Côa só a partir da assinatura do Tratado de Alcanizes passaram para a posse da coroa portuguesa. Foi o caso de Castelo Melhor, Castelo Bom, Castelo Rodrigo, Almeida, etc. A partir daí a defesa dessas praças passou a ser um quebra-cabeças já que deixou de haver um obstáculo natural – o vale do Côa – para deter os invasores.

Desta forma, foi nas margens do Côa que se travaram alguns combates decisivos da História de Portugal.

O Côa voltou a encontrar-se com a História nos nossos dias com a descoberta de gravuras rupestres (ao longo de 17 km do vale do Côa) em 1992.

Rio Mondego

O Mondego nasce na serra da Estrela. Depois de passar em Manteigas, vai inflectir para sudoeste e, correndo a poente do Fundão até Orvalho, vai moldar a fértil Cova da Beira. Nasce a meio caminho entre Gouveia e Manteigas, a 1360 m de altitude, começa por correr para norte e só em Lageosa do Mondego inicia a grande curva que o levará para sudoeste na direcção de Coimbra.

No seu primeiro troço, no Parque Natural da Serra da Estrela, o Mondego proporciona paisagens deslumbrantes e pouco conhecidas. É o caso do Covão da Ponte, 15 km a norte de Manteigas, onde passa à beira de prados verdes. Três quilómetros a jusante, a Capelinha de Nossa Senhora da Asse Dasse, com campos de centeio a ondularem a o vento e o Mondego a correr ao fundo. Perto de Videmonte as encostas que descem para o curso de água são cobertos de bosques de carvalhos, faias e castanheiros.

Rio Zêzere

Nascendo na serra da Estrela ( Cântaro Magro), a 1900 m de altitude, vai confluir com o Tejo em ConstÂncia, a uma cota muito inferior: 100 m.

Tal como sucede com o Mondego, o primeiro troço do Zêzere é o mais interessante (e o menos conhecido) do ponto de vista paisagístico. Nascendo perto do Covão da Ametade, o Zêzere corre até Manteigas (e mesmo para além) ao longo de um vale glaciário de um perfil em U que se terá formado em tempos geológicos recentes: durante as glaciações do Eocénico.

Nesta primeira fase, o rio corre para norte. Em Valhelhas, a norte da Covilhã, faz uma grande curva e toma a orientação definitiva, correndo de nordeste para sudoeste.

Com a massa granítica da Gardunha na margem esquerda, o Zêzere vai passar a poente do Fundão e atravessar a orla da Cova da Beira, banhando Ourondo (Santuário de Nossa Senhora do Carmo) e Silvares. Cerca de 15 km para poente avistam-se – numa encosta de um contraforte da serra da Estrela – as Minas da Panasqueira. A jusante da Ponte de Cambos (Orvalho/Bogas de Baixo) começa a albufeira do Cabril.

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